Camila

Hoje me bateu aquele medo de ainda sentir o mesmo por você e ao mesmo tempo um  medo de acreditar em coisas que podem ser mentiras, aquela insegurança entre o acreditar em você e ao mesmo tempo ficar em duvida.
Porque você me faz sentir um misto de segurança e insegurança ao mesmo tempo, uma linha entre saber e não saber, cada metade em um ponto, de total vulnerabilidade ou de imperturbável sentimento . Mexe com minhas estruturas e faz eu duvidar de mim mesmo, mas afinal o amor é isso né? Ser vulnerável e entregue ao outro.
Tenho medo de sentir aquela mesma dor de antes e a saudade de um amor já vivido mas que foi terminado as pressas, e que talvez por sermos tão jovens e cheias de imaturidades não soubemos apreciar e dar valor.
Tudo que vivi foi tão lindo e desesperador que me fez sentir como se nunca houvesse amado ninguém antes, hoje as vezes eu me pego envergonhada de tais sentimentos, é como se o medo vivesse a porta e a passagem do tempo me assusta de forma a me descontrolar e agir com impulsividade.
Eu jamais saberei a intensidade do seu amor para mim, mas prefiro acreditar que me amou do mesmo modo que eu te amei. Foi lindo, diferente e novo para mim e por isso as vezes me pego sentindo tanta falta e não te deixo ir. O universo tem essa peculiaridade de nos fazer sofrer uma e outra vez, e sempre que tu parte e eu penso que jamais vou te ver novo, você esta as portas me pedindo pra abrir, nesse caminho que chamamos vida, eu tropeço mais em você que mora a quilômetros de distancia, do que nos meus conhecidos que moram na mesma cidade.
E eu espero que cada vez que eu escreva sobre você ou diga teu nome, o sentimento que sinto se desgaste e me de a oportunidade de amar outras pessoas como te amei, não da mesma forma, mas com mais maturidade, mais proximidade e que essa pessoa saiba aceitar quem eu sou com todas as minhas particularidades e eu não me sinta inibida de ser tudo que eu sou.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Perdida

Ovelha Negra

Amizade